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Aplicações da espectroscopia de absorção na análise de manteiga

  • Alan Frederick Wolfschoon Pombo
  • 30 de set. de 1978
  • 2 min de leitura

Atualizado: 6 de mar.

Introdução  

A espectroscopia infravermelha é uma técnica de análise conhecida desde o princípio do século; sua aplicação à análise qualitativa se baseia no fato de que o espectro infravermelho de cada substância é característico e único. O espectro infravermelho contém informação básica acerca da composição e estrutura de um composto; os compostos orgânicos contêm grupos como – OH, – NH2, – CH3, – C=O, – COC, – C=C, etc., os quais tem frequências características de absorção no infravermelho; por isto, observando-se o espectro produzido, pode-se identificar um composto (análise qualitativa). Outra vantagem da espectroscopia infravermelha é sua aplicação à análise quantitativa, porque as diferenças nas intensidades dos picos de absorção são proporcionais à concentração dos componentes responsáveis pelas absorções.

Um dos primeiros pesquisadores que aplicou esta técnica de análise aos produtos lácteos foi John D. S. Goulden, quando utilizou as medidas das absorções da radiação infravermelha a 173 cm-1, 1548 cm-1 e 1035 cm-1 para determinar quantitativamente gordura, proteína e lactose, respectivamente, no leite. Outros pesquisadores a aplicaram com variados objetivos, em produtos como queijo, manteiga, margarina e leite.

O presente trabalho foi feito com o objetivo de familiarizar os alunos (e leitores) dos cursos de tecnologia de alimentos – especialmente aqueles de análise instrumental e laticínios – com a técnica de espectroscopia de absorção infravermelha. Apresentamos aqui, primeiramente, uma identificação detalhada dos principais picos de absorção do espectro infravermelho da gordura da manteiga. A seguir, explicamos a utilização quantitativa de alguns destes picos para a gordura, caraterização e adulteração da manteiga. Tudo isto pode ser realizado facilmente em laboratórios universitários. Finalmente, descrevemos um exercício prático de aplicação desta técnica no ensino, mediante a determinação quantitativa da gordura no leite homogeneizado.

 

Conclusões 

Do presente trabalho pode-se que a aplicação da espectroscopia infravermelha, como método de análise para a manteiga, apresenta um grande interesse, pois pode ser utilizada para caracterizar as manteigas nacionais e para controlar a adulteração.

Os exemplos de aplicação prática apresentados são simples e de execução rápida. Deve destacar-se aqui que, uma vez estabelecida a curva



padrão, a análise de uma amostra demora em torno de 15 minutos.

Todas as aplicações apresentadas podem ser realizadas em laboratórios de ensino, de pesquisa ou de controle de qualidade; porém, requerem muito cuidado, especialmente na manipulação das celas.

 

Referências    

ANDERSON, B. A.; MILLER, R.; PALLANSCH, M. J. J. Dairy Sci., v. 57, n. 2, p. 156, 1974.

 

BARTLET, J. C.; CHAPMAN, D. G. J. Agric. Food Chem., v. 9, p. 50, 1961.

 

DE RUIG, W. G. Nederlands melk – em zuiveltijdschrift, v. 22, p. 104, 1969.

 

GOULDEN, J. D. S. J. Dairy Res., v. 32, p. 273, 1964.

 

KLIMAN, P. G.; PALLANSCH, M. J. J. et. al., 1967.

 

LÜCK, H.; KÜHN, H. Milchwiss, v. 13, p. 457, 1958.

 

LÜCK, H.; KÜHN, H. Milchwiss, v. 14, p. 339, 1959.

 

WOLFSCHOON, A. F. Análise do leite por espectroscopia infravermelha. Dissertação de Mestrado. Universidade Estadual de Campinas. São Paulo, 1976.       


[16] POMBO, A. F. W. Aplicações da espectroscopia na análise de manteiga. Revista do ILCT, Juiz de Fora, n. 1, p. 3-8, setembro-outubro de 1978.



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