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Fatores que afetam o teor de ácido orótico no leite de vaca

  • Alan Frederick Wolfschoon Pombo
  • 31 de mai. de 1983
  • 2 min de leitura

Atualizado: 27 de fev.

No trabalho estudou-se a influência da raça, do estágio, do número de lactação e da estação do ano sobre o teor de ácido orótico do leite de vacas “Schwarzbunt” e “Fleckvieh”. As análises foram efetuadas mensalmente, durante um ano, no leite obtido à tarde. Os dados mostraram influência da raça, do estágio e do número de lactação, mas não da estação do ano. Diferenças significativas foram encontradas em animais da mesma raça. Os teores médios (mgN-ácido orótico/100g de leite) foram 1,27 e 1,64, respectivamente, para as vacas “Fleckvieh” e “Schwarzbunt”.

 

1 Introdução

O ácido orótico é um componente nitrogenado que contribui, em média, com 5% do chamado nitrogênio não proteico (NPN) do leite (KLOSTEMEYER; WOLFSCHOON 8). Os efeitos fisiológicos da sua ingestão não têm sido bem esclarecidos (FERREIRA), porém, não há evidências de que o seu consumo possa ser prejudicial (ROBINSON14). Mas, o estudo do teor de ácido orótico é importante pelo seu possível uso como parâmetro para quantificar o conteúdo de leite em alimentos (por exemplo, em produtos de panificação) (RÖSENER15), bem como pela sua possível relação com a biossíntese da proteína láctea (CHE; LARSON2). Na literatura encontram-se relativamente poucos trabalhos que estudam, simultaneamente, os fatores de variação do teor de ácido orótico do leite. Pesquisas têm demonstrado que o estágio de lactação6,11,14 e a individualidade 6,14 são os fatores principais que afetam a concentração desse ácido. Os dois únicos trabalhos publicados referentes à influência sazonal, levam a resultados contraditórios (BRIESKORN; WALLRUACH1; KIERMEIER; BUCKL7).

O objetivo deste trabalho foi determinar a influência da raça, do estágio e número de lactação e da estação do ano sobre a concentração de ácido orótico no leite de vaca.

 

 

Referências bibliográficas

1. BRIESKORN, C. H; WALLRAUCH, S. Orotsäuregehalt als Maβ des Milchanteils in Lebensmitteln. Z. Lebensm. Unters. Forsch., v. 138, n. 3, p. 154-158, 1968.

 

2. CHEN, M. H.; LARSON, B. L. Pyrimidine synthesis pathway enzymes and orotic acid in bovine mamry tisaue. J. Dairy Sci., v. 54, n. 6, p. 842-846, 1971.

 

6. JESSE, B. W.; ANDERSON, C. R. ; ROBINSON, J. L. Bovine milk orotate: diferences between cows and changes during  lactation. J. Dairy Sci., v. 63, n. 2, p. 235-242, 1980.

 

7. KIERMEIER, F.; BUCKL, A. Einflüsse auf orotsäure-gehalt in kuhmilch. Z. Lebensm. Unters. Forsch., v. 138, p. 284-294, 1968.

 

8. KLOSTERMEYER, H.; WOLFSCHOON-POMBO, A. F. Neure über den NPN-Gehalt der milch. Molk. Ztg. Welt der Milch., v. 35, n. 45, p. 1.317-1.322, 1981.

 

11. MÜNCHBERG, F.; TSOMPANIDOU, G.; LESKOVA, R. Untersuchungen über das vorkommen der orotsaure in der milch. Milchwissenschaft, v. 26, n. 4, p. 210-214, 1971.

 

14. ROBINSON, J. L. Bovine milk orotic acid: variability and significance for human nutrition. J. Dairy Sci., v. 63, n. 5, p. 865-871, 1980.

 

15. RÖSENER, H. V. Der orotsävregehalt von milch und trockenmilch als grundlage für die berechunung des milchanteils in backwaren. Lebensmittelchemie u. gerichtl. Chemie., v. 32, n. 6, p. 122-124, 1978.



[59] WOLFSCHOON-POMBO, A. F. fatores que afetam o teor de ácido orótico no leite de vaca. Ciênc. Tecnol. Aliment., v. 3, n. 1, p. 75-81, 1983. 



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